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Comentários / INSS - FUNRIO - 2014 - Genérica 2 - Ref. Arquitetura - 18 questões - Ética - Informática - Administração (Genérica)


ALTAS HABILIDADES E SUPERDOTAÇÃO: DESAFIOS À DOCÊNCIA

Elis Regina Fogaça Silveira

Segundo a Organização Mundial de Saúde, os superdotados formam de 1% a 3% da população. Há quem diga, porém, que essa porcentagem se refere apenas aos talentos que se destacam nas áreas intelectuais ou acadêmicas. Porém, se avaliarmos as competências dessas crianças, referentes à liderança, criatividade, psicomotricidade e artes, as estatísticas aumentarão consideravelmente.

Esse grupo tem sido mal identificado no Brasil, demonstrando como existem tabus a serem rompidos, pelo desconhecimento do tema por parte não só da sociedade, mas também da escola e família. Já é fato que, se uma criança com Altas Habilidades não é estimulada intelectualmente, podem ocorrer alterações de comportamento como resposta à frustração vivenciada por ela. É comum que alunos se tornem entediados e retraídos diante da rotina escolar, e a falta de oportunidades do meio pode levar o sujeito à indiferença, à apatia e a reações agressivas, podendo chegar até mesmo a ocultar seus talentos.

De acordo com as diretrizes da Secretaria de Educação Especial, a identificação da criança com Altas Habilidades deve ocorrer o mais cedo possível, já na pré-escola, visando ao pleno desenvolvimento de suas capacidades e ao seu ajustamento social. Cada aluno deve ser atendido em sua totalidade. A proposta é utilizar fontes múltiplas na identificação, não enfatizando resultados em testes de QI, mas considerando importante conhecer a história de vida familiar e escolar do aluno, seus interesses, suas preferências e padrões de comportamento social em variadas oportunidades e situações. O processo de identificação deve caracterizar um trabalho interdisciplinar e transdisciplinar, ressaltando um compromisso socioeducacional mais amplo.

Sabe-se que a inteligência apresenta predisposição genética, mas o meio cultural é, sem dúvida, propulsor para o aperfeiçoamento das habilidades. Assim como os pássaros dependem das duas asas para levantar voo, as crianças portadoras de Altas Habilidades/Superdotação necessitam de um meio familiar e social acolhedores que possibilitem a sua integração.

[Texto adaptado]

Fonte: Aprender e ensinar: diferentes olhares e práticas. Maria Beatriz Jacques

Ramos & Elaine Turk Faria (orgs.). Porto Alegre: PUCRS, 2011, p. 101.

Questão:

Os procedimentos para identificar as crianças portadoras de altas habilidades incluem os seguintes pontos:

I. aplicação de testes de QI;

II. levantamento do histórico familiar;

III. avaliação do histórico escolar;

IV. confronto entre interesses e preferências;

V. prescrição do comportamento social.

Quantas dessas indicações estão coerentes com o que o texto diz explicitamente?

Resposta errada
a)

Todas as cinco.

Resposta correta
b)

Apenas as três primeiras .

Resposta errada
c)

Apenas as três últimas.

Resposta errada
d)

Quatro delas.

Resposta errada
e)

Nenhuma delas.

Comentários

- 31/10/2015 / 20:16

Não entendi pois segundo o texto não seriam somente as 3 primeiras

segue o texto abaixo

A proposta é utilizar fontes múltiplas na identificação, não enfatizando resultados em testes de QI, mas considerando importante conhecer a história de vida familiar e escolar do aluno, seus interesses, suas preferências e padrões de comportamento social em variadas oportunidades e situações.

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