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Informações da Prova Questões por Disciplina Downloads Petrobrás Biocombustível - Técnico de Administração Júnior - CESGRANRIO - 2010 - Prova Objetiva

Essa tal felicidade

1 Todos queremos ser felizes. Mesmo sem saber
2 exatamente o que é essa felicidade, onde ela mora ou
3 como se encontra, traçamos planos, fazemos escolhas,
4 listamos desejos e alimentamos esperanças pela
5 expectativa de alcançá-la. Em seu nome, comemos
6 chocolate, estudamos para a prova, damos festas,
7 casamos ou separamos, compramos carro, dançamos
8 valsa, formamos turmas, entramos na dieta, brigamos,
9 perdoamos, fazemos promessas - nós vivemos.
10 Às vezes,agimos pensando na felicidade
11 como uma recompensa futura pelo esforço. Noutras,
12 a encaramos como o bilhete dourado na caixa de
13 bombons. Não raro, pensamos que ela é um direito.
14 Ou um dever a ser cumprido - e, assim como em outras
15 obrigações cotidianas, como fazer o jantar, se a
16 gente falha em executar a meta, tendemos a procurar
17 soluções prontas,como lasanha congelada ou
18 antidepressivos.
19 Por isso é tão difícil definir (e achar) a tal
20 felicidade. Nós a confundimos com o afeto (se
21 encontrarmos o amor, ela virá), com a sorte (com
22 esperança,
23 ela vai chegar), com o alívio (se resolvermos os
24 problemas, como o excesso de peso, então a teremos).
25 Nós a confundimos com a conquista: se realizarmos
26 tudo o que queremos e se espera de nós... seremos
27 felizes, não?
28 Não. São pensamentos como esses que transformam a
29 felicidade na cenoura eternamente pendurada à nossa
30 frente - próxima, mas inalcançável.
31 Estabelecer tantas condições para ser feliz faz a gente                                                   32superestimar o poder que coisas nem tão importantes
33 assim têm sobre nosso bem. Enganamo-nos com
34 a promessa de que há uma fórmula a seguir e jogamos a                                               35 responsabilidade pela satisfação em lugares
36 fora de nós (e além do nosso controle), como ganhar
37 aumento ou ser correspondido na paixão. E ao invés
38 de responder aos nossos anseios, essas ilusões podem
39 criar um vazio ainda maior.
40 Podemos não saber explicar o que é felicidade - até
41 porque é uma experiência única para cada
42 pessoa. Mas a ciência, a filosofia e as histórias de
43 quem
44 se assume feliz dão pistas do que ela não é. (...)
45 Comparando centenas de pesquisas, [o psicólogo
46 americano] Martin Seligman e outros pesquisadores
47 perceberam: a felicidade está naquilo que
48 construímos de mais profundo - nossas experiências
49 sociais. A vida bem vivida, sugere o psicólogo, é
50 aquela que se equilibra sobre três pilares: os
51 relacionamentos que mantemos, o engajamento que
52 colocamos nas
53 coisas e o sentido que damos à nossa existência. É
54 isso, afinal, que as pessoas felizes têm em comum.
55 (...)
56 A verdade de cada um
57 Hoje, Claudia Dias Batista de Souza, 63 anos,
58 não quer levar nada da vida. Mas houve um tempo em
59 que quis o mesmo que todo mundo. "Achava que ser
60 feliz era ter um bom marido, um bom emprego, um
61 bom carro, sucesso", conta. Claudia cresceu em um
62 bairro nobre de São Paulo, casou aos 14 anos, teve a
63 única filha aos 17, se separou, estudou Direito, virou
64 jornalista. Aos 24 anos, mudou para a Inglaterra. De
65 lá, foi para os Estados Unidos, onde conheceu o segundo                                               66marido. E aos 36 anos descobriu que não queria mais
67 nada daquilo. Claudia virou budista. Hoje é
68 conhecida como monja Coen - palavra japonesa que
69 significa "só e completa".
70 Foi porque estava em busca de algo que a
71 ajudasse a se conhecer melhor que Claudia procurou
72 o budismo. (...)
73 E descobriu onde estava sua felicidade. "Eu
74 era bravinha, exigente com os outros e comigo. No
75 budismo, aprendi que o caminho da iluminação é conhecer                                             76a si mesmo. Isso me trouxe plenitude", conta.
77 "Vi que sou um ser integrado ao mundo e, para ficar
78 bem, preciso fazer o bem. A recompensa é incrível".

WEINGRILL, Nina; DE LUCCA, Roberta; FARIA, Roberta. Sorria.
09 jan. 2010

1 -

O uso da palavra tal no título do texto é justificado no 1.º parágrafo por expressar o fato de que a felicidade:

a)

é algo que todos almejam, embora mal saibam o que é e onde se encontra.

b)

é uma surpresa que chega de repente, trazendo novidades à vida.

c)

é alcançável se a pessoa sabe traçar com clareza seus próprios objetivos.

d)

é uma solução para a vida de cada pessoa que a procura acima de tudo.

e)

tanto é um dever a ser cumprido como uma obrigação a ser repetida diariamente.

2 -

Que afirmativa é uma conclusão possível para a sentença "São pensamentos como esses que transformam a felicidade na cenoura eternamente pendurada à nossa frente -" (L. 27-29)?

a)

Nós confundimos a felicidade com conquistas realizadas no dia a dia.

b)

Não há limite claramente estabelecido para as noções de afeto e alegria.

c)

Colocamos a felicidade em fatores externos sobre os quais não temos domínio.

d)

A felicidade é uma experiência única e, portanto, cada um terá uma resposta.

e)

A felicidade é feita de momentos únicos e passageiros.

3 -

Segundo o texto, de acordo com pesquisas, um dos fatores determinantes para a felicidade é:

a)

possuir bens materiais.

b)

conquistar um bom emprego.

c)

ser uma pessoa bem casada.

d)

saber integrar-se a grupos.

e)

obter sucesso na profissão.

4 -

Dos pronomes, aquele que NÃO se refere a felicidade é:

a)

"Em seu nome," (L. 5)

b)

"pensamos que ela é um direito." (L. 13)

c)

"(com esperança, ela vai chegar)" (L. 21-22)

d)

"Nós a confundimos com a conquista:" (L. 24)

e)

aquela que se equilibra..." (L. 47-48)

5 -

Em todo o texto, o autor se vale de estruturas linguísticas que transmitem a ideia de exemplos. Isso NÃO ocorre em:

a)

"... como se encontra," (L. 3)

b)

"como fazer o jantar," (L. 15)

c)

"como lasanha congelada..." (L. 17)

d)

"como o excesso de peso," (L. 23)

e)

"como ganhar aumento..." (L. 35-36)

6 -

A vírgula pode ser retirada no trecho:

a)

"(se encontrarmos o amor, ela virá )" (L. 20-21)

b)

"Mas a ciência, a filosofia e as histórias de quem se assume feliz..." (L. 41-42)

c)

"Comparando centenas de pesquisas, [...] Martin Seligman e outros pesquisadores perceberam:" (L. 43-45)

d)

"Hoje, Claudia Dias (...) não quer levar nada da vida." (L. 54-55)

e)

"para ficar bem, preciso fazer o bem." (L. 74-75)

7 -

As sentenças "E aos 36 anos descobriu que não queria mais nada daquilo. Claudia virou budista." (L. 63-64) foram reescritas num único período. Qual reescritura apresenta o trecho de acordo com o registro culto da língua, sem alteração do sentido?

a)

Claudia virou budista e aos 36 anos descobriu que não queria mais nada daquilo.

b)

Claudia virou budista depois de ter descoberto, aos 36 anos, que não queria mais nada daquilo.

c)

Mesmo tendo 36 anos, Claudia descobriu que não queria mais nada daquilo e, então, virou budista.

d)

Porque chegou aos 36 anos, Claudia descobriu que não queria mais nada daquilo e virou budista.

e)

Apesar de já ter 36 anos, Claudia descobriu que não queria mais nada daquilo, tendo se tornado budista.

8 -

Qual sentença está de acordo com o registro formal culto da língua, no que tange à concordância?

a)

Fazem muitos anos que Claudia Souza virou a monja Coen.

b)

As pesquisas sobre felicidade são as mais precisas possível.

c)

Cada uma das atividades cotidianas conta para a felicidade.

d)

A felicidade é difícil, haja vistos nossos esforços para alcançá-la.

e)

Todos querem a verdadeira satisfação e não uma pseuda-felicidade.

9 -

Abaixo estão transcritas palavras retiradas do texto e palavras a elas relacionadas. A grafia está correta nos dois casos em:

a)

queremos - quizer.

b)

excesso - exceção.

c)

equilibra - disequilíbrio.

d)

monja - monje.

e)

japonesa - japonez.

10 -

Qual o trecho que pode ser substituído pela forma entre parênteses, de acordo com o registro culto e formal da língua?

a)

"...queremos ser felizes." (L. 1) (queremo-los)

b)

"traçamos planos," (L. 3) (traçamos-lhes)

c)

"...transformam a felicidade... (L. 27-28) (transformam-na)

d)

"...jogamos a responsabilidade..."(L. 33-34) (jogamos-lhe)

e)

"Comparando centenas de pesquisas," (L. 43) (comparando- lhes)

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