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Informações da Prova Questões por Disciplina Downloads Prefeitura Municipal - Belo Horizonte - MG - Assistente Administrativo - Administrativa - FUMARC - 2014 - Prova Objetiva

Escola Ideal para Alunos não Ideais

Na segunda metade do século XIX, dom Pedro II transformou a primeira escola pública secundária do Brasil em um modelo inspirado no colégio Louis Le Grand, reputado como o melhor da França. Mantiveram -se na sua réplica brasileira as exigências acadêmicas do modelo original. O próprio dom Pedro selecionava os professores, costumava assistir a aulas e arguir os alunos. Sendo assim, o colégio que, mais adiante, ganhou o seu nome constituiu-se em um primoroso modelo para a educação das elites brasileiras. Dele descendem algumas excelentes escolas privadas.

Mais tarde do que seria desejável, o ensino brasileiro se expande, sobretudo no último meio século. Como é inevitável, passa a receber alunos de origem mais modesta e sem o ambiente educacional familiar que facilita o bom desempenho. Sendo mais tosca a matéria-prima que chega, em qualquer lugar do mundo não se podem esperar resultados equivalentes com o mesmo modelo elitista.

Os países de Primeiro Mundo perceberam isso e criaram alternativas, sobretudo no ensino médio. A melhor escola é aquela que toma alunos reais - e não imaginários - e faz com que atinjam o máximo do seu potencial. Se os alunos chegam a determinado nível escolar com pouco preparo, o pior cenário é tentar ensinar o que não conseguirão aprender. O conhecimento empaca e a frustração dispara.

Voltemos a 1917, às conferências de Whitehead em Harvard. Para ele, o que quer que seja ensinado, que o seja em profundidade. Segue daí que é preciso ensinar bem o que esteja ao alcance dos alunos, e não inundá- los com uma enxurrada de informações e conhecimentos. Ouvir falar de teorias não serve para nada. O que se aprende na escola tem de ser útil na vida real.

Se mesmo os melhores alunos das nossas melhores escolas são entulhados com mais do que conse- guem digerir, e os demais, os alunos médios? Como suas escolas mimetizam as escolas de elite, a situação é grotesca. Ensina-se demais e eles aprendem de menos. Pelos números da Prova Brasil, pouco mais de 10% dos jovens que terminam o nível médio têm o conhecimento esperado em matemática! A escola está descalibrada do aluno real.

Aquela velha escola de elite deve permanecer, pois há quem possa se beneficiar dela. Mas, como fizeram os países educacionalmente maduros, respondendo a uma época de matrícula quase universal, é preciso criar escolas voltadas para o leque variado de alunos.

Nessa nova escola, os currículos e ementas precisam ser ajustados aos alunos, pois o contrário é uma quimera nociva. Na prática, devem-se podar conteúdos, sem dó nem piedade. É preciso mostrar para que serve o que está sendo aprendido. Ainda mais importante, é preciso aplicar o que foi aprendido, pois só aprendemos quando aplicamos. A escola deve confrontar seus alunos com problemas intrigantes e inspiradores. E deve apoiá- los e desafiá-los para que os enfrentem. No entanto, sem encolher a quantidade de matérias, não há tempo para mergulhar em profundidade no que quer que seja.

Atenção! Não se trata de uma escola aguada em que se exige menos e todos se esforçam menos. Sabemos que bons resultados estão associados a escolas que esperam muito de seus alunos, que acreditam neles. A diferença é que se vai exigir o que tem sentido na vida do estudante e está dentro do que realisticamente ele pode dominar. Precisamos redesenhar uma escola voltada para os nossos alunos, e não para miragens e sonhos. Quem fará essa escola? [...]

Revista Veja, 05 fev. 2014 (adaptado).

1 -

O objetivo do texto é demonstrar que

a)

a escola não deve ensinar pela teoria, e sim pela prática.

b)

a escola precisa se adaptar ao leque variado de alunos que recebe.

c)

a velha escola de elite deve continuar existindo.

d)

o desempenho dos estudantes na Prova Brasil foi ruim.

2 -

Em relação à constituição do texto, é CORRETO afirmar que

a)

no 1.º, no 2.º e no 3.º parágrafos, os exemplos são usados para indicar a tese que será desenvolvida ao longo do texto.

b)

o 3.º parágrafo apresenta a tese defendida ao longo do texto.

c)

o 4.º parágrafo só apresenta o que existe de positivo.

d)

o 5.º parágrafo é a reafirmação da ideia apresentada no 1.º e no 2.º parágrafos.

3 -

Os termos destacados estão corretamente interpretados entre parênteses, EXCETO em

a)

“[...] os currículos e ementas precisam ser ajustados aos alunos, pois o contrário é uma quimera nociva.” (utopia, sonho).

b)

“[...] constituiu-se em um primoroso modelo para a educação das elites brasileiras.” (excelente).

c)

“Como suas escolas mimetizam as escolas de elite, a situação é grotesca.” (acompanham)

d)

“Sendo mais tosca a matéria-prima que chega, em qualquer lugar do mundo não se podem esperar resultados equivalentes com o mesmo modelo elitista.” (rude).

4 -

O autor faz uso de palavra em sentido figurado em

a)

“E escola deve confrontar seus alunos com problemas intrigantes e inspiradores.”

b)

“Mantiveram-se na sua réplica brasileira as exigências acadêmicas do modelo original.”

c)

“Não se trata de uma escola aguada em que se exige menos [...].”

d)

“Sendo mais tosca a matéria-prima que chega, em qualquer lugar do mundo [...].”

5 -

Em “Voltemos a 1917, às conferências de Whitehead em Harvard.”, voltemos está flexionado no

a)

imperativo afirmativo.

b)

presente do indicativo.

c)

presente do subjuntivo.

d)

pretérito perfeito do indicativo.

6 -

A substituição do termo destacado pelo pronome adequado está de acordo com a norma padrão em:

a)

“No entanto, sem encolher a quantidade de matérias [...].”

No entanto, sem encolher-lhe [...].

b)

“[...] é preciso criar escolas voltadas para o leque variado de alunos.”

[...] é preciso criá-las voltadas para o leque variado de alunos.

c)

“[...] dom Pedro II transformou a primeira escola pública secundária do Brasil em um modelo inspirado no colégio Louis Le Grand [...].”

[...] dom Pedro II transformou-lhe em um modelo inspirado no colégio Louis Le Grand [...].

d)

“[...] não há tempo para mergulhar em profundidade no que quer que seja.”

[...] não há tempo para mergulhá-lo no que quer que seja.

7 -

Em “Nessa nova escola, os currículos e ementas precisam ser ajustados aos alunos, pois o contrário é uma quimera nociva.”, são palavras de classes gramaticais diferentes:

a)

contrário – alunos

b)

precisam – ajustados

c)

escola – ementas

d)

currículos – nociva

8 -

Os vocábulos “época”, “dó” e “desejável” estão corretamente classificados quanto à acentuação gráfica em:

a)

paroxítono terminado em “a” – oxítono terminado em “o” – proparoxítono.

b)

proparoxítono – paroxítono terminado em “o” – paroxítono terminada em “el”.

c)

proparoxítono – monossílabo tônico terminado em “o” – paroxítono terminado em “l”.

d)

vogal “e” formando hiato – monossílabo terminado em “o” – paroxítono terminado em ditongo.

9 -

Em “A diferença é que se vai exigir o que tem sentido na vida do estudante [...]”, o é:

a)

artigo definido.

b)

pronome pessoal do caso reto.

c)

pronome pessoal do caso oblíquo.

d)

pronome demonstrativo.

10 -

No trecho “Mas, como fizeram os países educacionalmente maduros, respondendo a uma época de matrícula quase universal [...]”, educacionalmente exerce uma função

a)

adverbial.

b)

adjetiva.

c)

conectiva.

d)

substantiva.

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