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Informações da Prova Questões por Disciplina Downloads Polícia Militar - São Paulo - Policial Militar - Aluno (CFO) - Vunesp - 2014 - Prova Objetiva

1 -

A religião dos romanos era politeísta e antropomórfica com nítidas influências das crenças etrusca e grega. Ao dominar grande parte do mundo conhecido, os romanos entraram em contato com diversas religiões e tiveram por elas grande respeito. Algumas chegaram a erigir seus templos na própria cidade de Roma. O Panteão, ou conjunto de deuses, dos romanos chegou a incorporar alguns dos deuses gregos, com nomes trocados para nomes latinos, mas com os mesmos atributos.

(FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2011)

A tolerância que os romanos tiveram para com diversas religiões do mundo por eles conquistadas não existiu, entretanto, para com a religião cristã, pois

a)

o universo simbólico do cristianismo era muito próximo da religiosidade romana, inclusive em relação ao monoteísmo, o que acabou gerando certa competição entre as religiões.

b)

no momento em que surgiu o cristianismo, a sociedade romana vivia o período mais agudo da sua crise política, social e econômica, o que aumentou a repressão à nova religião

c)

o cristianismo era, à época, uma religião fechada à conversão, assim como o judaísmo, o que contrariava o esforço de expansão e a perspectiva universalizante da sociedade romana.

d)

a figura do Papa e das outras autoridades da Igreja Católica, tais como cardeais, bispos e arcebispos, ameaçavam simbolicamente a ordem, a hierarquia e a própria existência do império.

e)

de início os cristãos foram perseguidos principalmente por motivos políticos, ainda que mais tarde, no contexto de crise da sociedade romana, o cristianismo tenha se expandido.

2 -

Sabe-se hoje que a visão retrospectiva da Europa medieval como uma “idade das trevas” foi elaborada por eruditos renascentistas e, sobretudo, por eruditos iluministas. Sabe-se que essa visão esteve condicionada por uma perspectiva racionalista, liberal e anticlerical, num momento em que ser humanista significa colocar em questão os pressupostos teocêntricos defendidos pelos representantes da Igreja, defender o avanço das “luzes”, da razão e do progresso.

(MACEDO, José Rivair, Repensando a Idade Média no ensino de História, In Leandro Karnal (Org.).

História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas)

Entre as marcas do mundo medieval que contradizem a visão retrospectiva discutida no trecho, é correto identificar

a)

o aparecimento das formas democráticas de governo.

b)

a proibição do trabalho infantil.

c)

o surgimento das universidades.

d)

a conquista de direitos políticos pelas mulheres.

e)

a invenção da ideia de República.

3 -

As palavras de Lutero não foram ao encontro apenas das angústias espirituais de uma Alemanha dividida mas, também, revelaram-se interessantes às controvérsias humanas. Cavaleiros, nobres, mercadores, muitos nutriam desconfianças por Roma, e, ao mesmo tempo, mostravam-se ávidos por incorporarem suas riquezas. A defesa que Lutero fazia da dependência exclusiva de Deus atraiu esses indivíduos.

(Patrícia Woolley, Um destino. Revista de História da

Biblioteca Nacional, 08.01.2013. Adaptado)

Entre outros fatores, as desconfianças de que trata o texto estavam relacionadas

a)

às críticas feitas pelos protestantes à aproximação dos católicos com os pobres.

b)

ao excessivo poder eclesiástico e ao vasto patrimônio territorial da Igreja.

c)

ao discurso da Igreja que questionava a escravidão e a exploração do trabalho.

d)

ao questionamento que os católicos faziam ao modo de vida da nobreza.

e)

à oposição de Roma ao movimento anabatista, ala radical dos reformadores.

4 -

“Um boato corre, há dias, pela cidade que tem enchido a uns de pavor, e a outros de indignação, em cujo último número me coloco”, desabafou o médico Joaquim Cândido Soares de Meirelles (1797-1868), diante do clima de pânico instaurado no Rio de Janeiro em 1831. Rumores crescentes garantiam estar em andamento, na capital do Império, uma trama conspiratória inspirada na Revolução do Haiti (1791-1825).

(Iuri Lapa, O Haiti é aqui?. Revista de História da Biblioteca Nacional, 03.03.2010)

O clima instaurado na ocasião tinha origem

a)

na propaganda abolicionista promovida pelos revolucionários haitianos e pela população do norte dos EUA, mais afeita ao trabalho livre, à pequena propriedade e à policultura, e defensora da libertação dos escravos em todo o continente americano.

b)

na defesa da revolução realizada pelos herdeiros políticos da Revolução Francesa, que defendiam que o governo francês exportasse a radicalidade revolucionária para o outro lado do Atlântico, ameaçando a existência institucional do Império no Brasil.

c)

na aproximação política entre os líderes republicanos da independência de alguns países da América Latina, como Bolivar (Venezuela), San Martin (Argentina) e Toussaint- -Louverture (Haiti), que queriam transformar o Brasil em uma República.

d)

no fantasma que assombrou por décadas os senhores escravistas do Brasil, receosos de que se repetisse aqui o movimento haitiano, no qual convergiram abolição da escravidão e proclamação da independência, incluindo o massacre de brancos.

e)

no sentimento anticomunista existente no Brasil desde o início do século XIX, quando a elite escravista assistiu assustada à tomada do poder no Haiti por revolucionários socialistas, inspirados nas ideias do socialismo utópico de Saint-Simon.

5 -

Certa vez, um velho Tupinambá me perguntou: "Por que vocês, mairs [franceses] e perós [portugueses], vêm de tão longe para buscar lenha? Por acaso não existem árvores na sua terra?" Respondi que sim, que tínhamos muitas, mas não daquela qualidade, e que não as queimávamos, como ele supunha, mas dela extraíamos tinta para tingir. "E precisam de tanta assim?", retrucou o velho Tupinambá. "Sim", respondi, "pois no nosso país existem negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias do que se possa imaginar, e um só deles compra todo o pau-brasil que possamos carregar." "Ah!", tornou a retrucar o selvagem. "Você me conta maravilhas. Mas me diga: esse homem tão rico de quem você me fala, não morre?" "Sim", disse eu, "morre como os outros". Aqueles selvagens são grandes debatedores e gostam de ir ao fim em qualquer assunto. Por isso, o velho indígena me inquiriu outra vez: "E quando morrem os ricos, para quem fica o que deixam?" "Para seus filhos, se os têm", respondi. "Na falta destes, para os irmãos e parentes próximos." "Bem vejo agora que vocês, mairs, são mesmo uns grandes tolos. Sofrem tanto para cruzar o mar, suportando todas as privações e incômodos dos quais sempre falam quando aqui chegam, e trabalham dessa maneira apenas para amontoar riquezas para seus filhos ou para aqueles que vão sucedê-los? A terra que os alimenta não será por acaso suficiente para alimentar a eles? Nós também temos filhos a quem ama- mos. Mas estamos certos de que, depois da nossa morte, a terra que nos nutriu nutrirá também a eles. Por isso, descansamos sem maiores preocupações."

(BUENO, Eduardo. Pau Brasil. São Paulo: Axis Mundi, 2002)

O diálogo entre o pastor calvinista Jean de Léry (1534-1611) e o velho Tupinambá, travado em algum momento da estada de Léry no Rio de Janeiro, entre março de 1557 e janeiro de 1558, é revelador

a)

da aliança entre portugueses e franceses no Atlântico sul, o que permitiu aos dois países explorarem conjuntamente as riquezas da América e, ao mesmo tempo, isolarem os espanhóis na porção mais ocidental do continente.

b)

da necessidade que Portugal tinha em exigir do papado um posicionamento favorável à partilha das terras “recém- -descobertas e por descobrir” apenas entre portugueses e espanhóis, o que só aconteceu no final do século XVII.

c)

do permanente conflito ocorrido entre os povos nativos da América e os colonizadores europeus, que não conseguiram estabelecer nenhuma forma de diálogo com os povos indígenas e participaram de constantes guerras de extermínio.

d)

da importância econômica que o pau-brasil tinha para os europeus no início da colonização e das intensas disputas entre portugueses e franceses pelas terras da América do Sul no século XVI, há pouco descobertas pela Coroa Portuguesa.

e)

da proximidade de pensamento entre os povos indígenas e os franceses, em geral mais respeitosos na relação com a natureza e com os nativos da América do que os portugueses, responsáveis por uma prática econômica predatória.

6 -

O aperto de mãos de Hitler e Chamberlain: em 22 de setembro de 1938, Adolf Hitler encontrou o Primeiro Ministro britânico Neville Chamberlain na Alemanha. Oito dias depois, de volta à Inglaterra, Chamberlain sugeriu paz com o ditador alemão. O objetivo do encontro entre os dois era debater a tomada da região dos Sudetos, na Tchecoslováquia, pela Alemanha Nazista. Chamberlain acreditava que Hitler estava preocupado apenas com os Sudetos, e achava que a guerra poderia ser evitada.

(Real Clear Politics, 8 Handshakes That Changed History. 22.05.2012. Adaptado)

O episódio descrito é característico da chamada

a)

luta aliada.

b)

política da boa vizinhança.

c)

frente antinazista.

d)

campanha de pacificação.

e)

política de apaziguamento.

7 -

Na noite do dia 24 para 25 de janeiro de 1835, um grupo de africanos escravos e libertos ocupou as ruas de Salvador, Bahia, e durante mais de três horas enfrentou soldados e civis armados. Os organizadores do levante eram malês, termo pelo qual eram conhecidos na Bahia da época os africanos muçulmanos. Embora durasse pouco tempo, apenas algumas horas, foi o levante de escravos urbanos mais sério ocorrido nas Américas e teve efeitos duradouros para o conjunto do Brasil escravista.

(REIS, João José. Rebelião Escrava no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2003)

O episódio descrito no trecho contribuiu para

a)

a longa duração do tráfico negreiro, pois, diante do crescente conflito social, os defensores do escravismo reconheceram que era necessário trazer mais escravos para o Brasil.

b)

a abolição da escravidão poucos anos depois, pois os grandes proprietários sentiram-se ameaçados e inseguros e perceberam a necessidade de adotar o trabalho livre.

c)

a intensificação das tensões no interior da elite de grandes proprietários no contexto da Regência, incomodados com as diversas revoltas que explodiram à época.

d)

o aprofundamento da crise que levou à renúncia de Dom Pedro I, considerado um monarca politicamente inábil e incapaz de manter a imensa população de escravos sob controle.

e)

a crise política que levou ao Golpe da República e ao início da Primeira República, devido ao descontentamento dos grandes proprietários com a gestão liberal do período regencial.

Bandeiras Nacionais

Bandeiras Nacionais

 

8 -

Considere as imagens a seguir.

Bandeiras Nacionais

As duas bandeiras nacionais brasileiras representam, respectivamente,

a)

(1) os princípios do federalismo, que defendia a descentralização política e a autonomia das unidades da federação; (2) os princípios do positivismo, que defendia a centralização política e a ditadura republicana.

b)

(1) o projeto americanófilo, que defendia que o Brasil se inspirasse no modelo de sociedade dos EUA; (2) o projeto nativista, que defendia o parlamentarismo em uma monarquia constitucional.

c)

(1) os interesses da elite liberal e ilustrada, habitante das grandes cidades; (2) os interesses da oligarquia paulista cafeicultora aliada ao exército, responsável pelo golpe da República de 1889.

d)

(1) a perspectiva jacobina, mais radical e democrática, identificada com os lemas da Revolução Americana; (2) a perspectiva oligárquica, mais autoritária, identificada com as ideias de ordem e progresso.

e)

(1) o liberalismo econômico, de acordo com os interesses da nascente burguesia industrial; (2) o intervencionismo, de acordo com os interesses dos cafeicultores e grandes proprietários em geral.

9 -

Considere a imagem a seguir.

História do Brasil

O episódio retratado na imagem está relacionado

a)

à defesa da permanência de Getúlio Vargas no poder, em 1945.

b)

às eleições de 1930, que opuseram Getúlio Vargas a Júlio Prestes.

c)

às eleições de 1950, quando Getúlio Vargas ganhou de Eduardo Gomes.

d)

às manifestações de rua que lamentaram a morte de Getúlio Vargas, em 1954.

e)

ao golpe que instaurou o Estado Novo, em 1937, com Getúlio Vargas saudado nas ruas.

10 -

A relativa liberdade de expressão que existiu entre 1964 e 1968 explica-se menos pelo caráter “envergonhado” da ditadura e mais pela base social do golpe de Estado e pela natureza do próprio regime por ele implantado. Tendo forte apoio nas classes médias e produto de uma conspiração que envolveu setores liberais (ancorados na imprensa e nos partidos conservadores), os quatro primeiros anos dos militares no poder foram marcados pela combinação de repressão seletiva e construção de uma ordem institucional autoritária e centralista.

(NAPOLITANO, Marcos. 1964. História do Regime Militar Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2014)

Um dos marcos desse período que confirma a tese do autor é

a)

a Lei de Anistia.

b)

a Constituição de 1967.

c)

a Lei Falcão.

d)

a Emenda Dante de Oliveira.

e)

a Lei do Pluripartidarismo.

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