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Informações da Prova Questões por Disciplina Downloads Ministério Público Estadual - Santa Catarina - Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas - FEPESE - 2014 - Prova Objetiva

Texto 1

A invocação do passado constitui uma das estratégias mais comuns nas interpretações do presente. O que inspira tais apelos não é apenas a divergência quanto ao que ocorreu no passado e o que teria sido esse passado, mas também a incerteza se o passado é de fato passado, morto e enterrado, ou se persiste, mesmo que talvez sob outras formas. Esse problema alimenta discussões de toda espécie – acerca de influências, responsabilidades e julgamentos, sobre realidades presentes e prioridades futuras.

Pouquíssima atenção tem sido dedicada ao papel privilegiado, no meu entender, da cultura na experiência moderna, e quase não se leva em conta o fato de que a extraordinária extensão mundial do imperialismo europeu clássico, do século XIX e começo do XX, ainda lança sombras consideráveis sobre nossa própria época. Em nossos dias, não existe praticamente nenhum norte-americano, africano, europeu, latino-americano, indiano, caribenho ou australiano – a lista é bem grande – que não tenha sido afetado pelos impérios do passado. […] Esse tipo de domínio ou possessão lançou as bases para o que, agora, é de fato um mundo inteiramente global. As comunicações eletrônicas, o alcance mundial do comércio, da disponibilidade dos recursos, das viagens, das informações sobre padrões climáticos e as mudanças ecológicas unificaram até mesmo os locais mais remotos do mundo. Esse conjunto de padrões foi, a meu ver, possibilitado pelo imperialismo.

SAID, Edward. Cultura e Imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 33-36. [Adaptado]

1 -

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), conforme o texto 1.

( ) Trata-se de um texto predominantemente narrativo, o que se evidencia pelo uso de tempos verbais passados e pela espacialização do enredo.

( ) O texto traz elementos predominantemente argumentativos, com posicionamentos explícitos do autor em relação ao tema.

( ) Trata-se de um texto descritivo, neutro e relativista, em que predominam exemplos factuais e culturalmente contextualizados.

( ) O texto é anacrônico e generalista, não podendo ser tomado como referência explicativa para a conjuntura moderna.

( ) O uso de adjetivos como “pouquíssima”, “privilegiado”, “extraordinária” e “consideráveis” (segundo parágrafo) revela uma atitude avaliativa do autor.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

a)

V -• V -• V •- F •- F

b)

V -• F -• F -• V •- V

c)

V -• F -• F- • F -• V

d)

F -• V •- V •- V -• F

e)

F -• V •- F -• F -• V

2 -

Considere as afirmativas abaixo, em conformidade com o texto 1

I. Para o autor, a história imperialista ajuda a compreender paradigmas globais contemporâneos.

II. A remissão ao passado é ambígua, pois pode tanto revelar verdades ocultas, como omitir fatos e registros por motivos políticos.

III. Há uma relação temporal feita no texto que vincula, sem ser determinista, passado, presente e futuro.

IV. Grande parte das sociedades contemporâneas sofreu os efeitos do imperialismo, situação que reforça a ideia de que o passado pode persistir no presente.

V. Há uma relação de causa e consequência entre o imperialismo no Ocidente e a produção da globalização e da homogeneização entre diferentes sociedades.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

a)

São corretas apenas as afirmativas I e II

b)

São corretas apenas as afirmativas II e IV

c)

São corretas apenas as afirmativas I, II e V.

d)

São corretas apenas as afirmativas I, III e IV.

e)

São corretas apenas as afirmativas III, IV e V.

3 -

Assinale a alternativa correta, considerando o texto 1.

a)

No primeiro período do texto, a forma verbal “"constitui"” está no singular por concordar com a expressão partitiva “"uma das estratégias mais comuns"”.

b)

No segundo parágrafo, estão na voz passiva analítica as orações: “"Pouquíssima atenção tem sido dedicada ao papel privilegiado da cultura [...…]"” e “"Esse conjunto de padrões foi possibilitado e inaugurado pelos impérios modernos"”.

c)

Cada uma das expressões sublinhadas “"do passado”", "“do presente”" (primeiro período do primeiro parágrafo) e "“da cultura"” (primeiro período do segundo parágrafo) está funcionando como complemento nominal de um substantivo abstrato derivado de verbo.

d)

No primeiro parágrafo do texto, as palavras sublinhadas "“passado"”, "“presentes”" e "“futuras"” estão funcionando como adjetivos caracterizadores de diferentes momentos temporais

e)

No segundo parágrafo, os constituintes sintáticos "“pouquíssima atenção"”, “"sombras consideráveis"” e “"os locais mais remotos do mundo"” estão funcionando como objeto direto de verbos de ação: "“tem sido dedicada”", "“lança"” e "“unificaram”", respectivamente.

4 -

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), considerando as regras de concordância verbal da língua portuguesa.

( ) Em “"Um terço dos candidatos não [fazer] a redação."”, a concordância verbal é opcional (fizeram/fez).

( ) Em “"Não [poder] haver contratações durante o período eleitoral."”, o verbo deve ficar no plural (podem).

( ) Em “"Aproximadamente 40% dos jogadores [morar] no interior do estado.”", o verbo pode ficar no plural ou no singular (moram/mora).

( ) Em “"Nem um nem outro [comparecer] à entrevista."”, o verbo deve ficar no singular (compareceu).

( ) Em “"Cada um dos candidatos [precisar] preencher seu formulário de inscrição.”", o verbo pode ficar no plural ou no singular (precisam/ precisa)

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

(Questão anulada)
a)

V . V . V . F . F

b)

V . F . V . F . V

c)

V . F . F . V . F

d)

F . V . F . V . F

e)

F . F . F . V . V

Texto 2

		Estamos todos surdos
		
		Nós, brasileiros, temos uma enorme relutância em
		conviver com opiniões contrárias das nossas
		
		Meu tio Élvio falava tão rápido e com um sotaque tão
		forte – mineirês da roça misturado a alguma coisa
		parecida com dialeto italiano da roça – que quase nin-
                guém o entendia. Honesto, trabalhador, devotava-se
		por inteiro à família. Pouco porém participava da vida
		em comunidade, porque as sentenças que pronun-
                ciava, ininteligíveis, muitas vezes o colocavam em situ-
                ações bastante complicadas, já que o interlocutor, não
		atinando com suas declarações, buscava adivinhá-las
		e depreendia o que melhor lhe aprouvesse. Só para
		se ter uma ideia do tamanho do problema, somente
		ao morrer descobrimos que seu nome não era Élvio, e
		sim Elmo. Mas, então, tarde demais. Se algum dia for a
		Rodeiro, verá inscrito em seu túmulo Élvio Gardone e
		entre parênteses Elmo Cardoni.
		
			Lembrei-me de meu tio porque cada vez mais me
		assusta a dificuldade que encontramos no dia a dia de
		manter diálogos, devido à perigosa incapacidade que
		estamos desenvolvendo de ouvir o outro. Não sei qual
		a explicação, mas tenho percebido que as pessoas
		apenas querem falar, falar, falar, e não lhes interessa
		saber o que outro pensa a respeito do assunto em
		pauta. Em geral, são como fontes, que no breu da
		noite continuam a verter água, impossibilitadas de
		refletir a paisagem em torno, encantadas unicamente
		pelo barulho que fazem e que a escuridão amplifica.
		
			Mais estranho ainda é que, em tempos de redes
		sociais, essa dificuldade de compreensão se estende
		até mesmo aos textos escritos. Ou seja, as pessoas
		tomam um trecho e, ou por o lerem de maneira desatenta
		ou por simplesmente não saberem interpretá-lo,
		rechaçam-no de maneira peremptória, encontrando
		nele coisas que não estão ali consignadas. E assim
		se destroem amizades, erguem-se desavenças, mancham-
		se reputações. Aliás, nós, brasileiros, temos uma
		enorme relutância em conviver com opiniões contrá-
                rias ou divergentes das nossas. Somos cordiais com
		todos aqueles que, de alguma maneira, comungam
		conosco pontos de vista similares, mas basta o menor
		sinal de contrariedade para demonstrarmos toda a
		nossa intolerância. Como não estamos acostumados
		ao exercício do diálogo, ao invés de buscar convencer
		o outro com argumentos, partimos imediatamente
		para a tentativa de aniquilá-lo, utilizando subterfúgios
		como a chacota, o sarcasmo, a desinformação e até
		mesmo a canalhice pura e simples.

				RUFATTO, Luiz. Disponível em http://brasil.elpais.com/brasil/
				2014/08/12/opinion/1407871072_537360.html.
				Acessado em 18 de agosto de 2014.
5 -

Considere os excertos abaixo e analise as afirmativas a seguir, com base no texto 2.

I. "“Meu tio Élvio falava tão rápido e com um sotaque tão forte – mineirês da roça misturado a alguma coisa parecida com dialeto italiano da roça – que quase ninguém o entendia.” "(primeiro parágrafo)

II. "“Só para se ter uma ideia do tamanho do problema, somente ao morrer descobrimos que seu nome não era Élvio, e sim Elmo."” (primeiro parágrafo)

III. "“Lembrei-me de meu tio porque cada vez mais me assusta a dificuldade que encontramos no dia a dia de manter diálogos, devido à perigosa incapacidade que estamos desenvolvendo de ouvir o outro."” (segundo parágrafo)

Analise as afirmativas:

1. Em I, os termos sublinhados são adjetivos que qualificam os substantivos que os antecedem.

2. Em I, os travessões são usados para intercalar uma explicação valorativa do autor, podendo ser corretamente substituídos, sem prejuízo de sentido, por vírgulas.

3. Em II, construção "“e sim”" envolve dois deslizes gramaticais: além de estar indevidamente antecedida por vírgula, é uma expressão coloquial que quebra o tom formal do texto, devendo ser substituída por “"mas”".

4. Em III, o uso do sinal indicativo de crase é opcional, pois a locução prepositiva "“devido a”" não exige o emprego obrigatório de crase.

5. Em III, o autor, com fins argumentativos, evoca uma experiência pessoal para ilustrar uma situação de caráter geral.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

a)

São corretas apenas as afirmativas 1 e 5.

b)

São corretas apenas as afirmativas 2 e 5.

c)

São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.

d)

São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4,.

e)

São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5.

6 -

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), conforme o texto 2.

( ) No subtítulo e no terceiro parágrafo, o pronome pessoal “"nós"” faz remissão a uma referência genérica, ao passo que no primeiro parágrafo a terceira pessoa do singular é associada a um significado referencial específico.

( ) O fato de as pessoas não falarem o português corretamente afeta sua capacidade de compreenderem o outro.

( ) O autor apresenta uma valoração depreciativa do sotaque de seu tio Élvio, associando o modo de falar ao desinteresse político do tio.

( ) Há uma relação estabelecida entre a capacidade de manter diálogos, a tolerância às opiniões alheias e a identidade nacional.

( ) O autor relativiza a característica de cordialidade do brasileiro ao correlacioná-la ao grau de convergência de opiniões entre eventuais interlocutores: à medida que a comunhão de ideias se enfraquece, a cordialidade desaparece.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo

a)

V . V . V . F . F

b)

V . V . F . F . V

c)

V . F . F . V . V

d)

F . V . F . V . V

e)

F . F . V . V . F

7 -

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), considerando o texto 2.

( ) Em “"[...…] que quase ninguém o entendia"”, e "“muitas vezes o colocavam em situações bastante complicadas"” (primeiro parágrafo), a ordem de colocação do pronome oblíquo evidencia um fenômeno de variação linguística que, nestes casos, opõe o uso desviante da regra (próclise) ao uso preconizado pela norma-padrão (ênclise).

( ) A expressão "“ou seja"” (terceiro parágrafo) retifica a informação dada no segmento textual precedente.

( ) As ocorrências pronominais “"o"”, "“lo"” e "“no"” (terceiro parágrafo) remetem ao mesmo referente, e a alteração de sua forma é determinada por fatores como a ordem de colocação e a morfologia flexional do verbo.

( ) Em “"E assim se destroem amizades, erguem-se desavenças, mancham-se reputações."”, as três orações encontram-se na voz passiva sintética.

( ) Os verbos "“devotava-se"” (primeiro parágrafo), "“lembrei-me”" e "“me assusta”" (segundo parágrafo) são verbos pronominais, em cuja conjugação o pronome oblíquo corresponde à mesma pessoa gramatical do sujeito.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

a)

V . V . F . V . F

b)

V . F . V . F . V

c)

V . F . V . F . F

d)

F . V . F . V . V

e)

F . F . V . V . F

8 -

Observe a frase abaixo adaptada do texto 2: “

"Em geral, as pessoas são como fontes, que no breu da noite continuam a verter água, impossibilitadas de refletir a paisagem em torno, encantadas unicamente pelo barulho que fazem e que a escuridão amplifica.”"

Assinale a alternativa que apresenta a reescritura correta da frase, sem prejuízo do sentido e sem desvios da norma-padrão da língua

a)

As pessoas são, em geral, como fontes, que no breu noturno seguem vertendo água, sem possibilidade de espelhar a paisagem circundante, maravilhadas unicamente com o seu próprio rumor, que é intensificado pela escuridão

b)

As pessoas são como fontes que, em geral, continuam a verter água no breu da noite, incapacitadas de refletir a paisagem ao redor, que se deslumbra apenas com o ruído produzido e difundido na escuridão.

c)

Ordinariamente, as pessoas são comparáveis à fontes que, no breu da noite, prosseguem a jorrar água, sendo, porém, incapazes de retratar a paisagem em torno por ter sido enlevada pela intensidade do barulho produzido pela escuridão.

d)

Comumente, as fontes que continuam a verter água no breu da noite são comparáveis as pessoas, pela incapacidade de refletir o entorno em virtude do obscurecimento criado pelos mistérios da escuridão.

e)

Via de regra, as pessoas são como fontes que seguem vertendo água na escuridão, a qual impede de refletir a paisagem à volta em virtude do arrebatamento causado pelo barulho intensificado pelo breu.

9 -

Assinale a alternativa incorreta.

a)

Pelo poder hierárquico os agentes públicos podem delegar e avocar competências.

b)

Uma entidade estatal não pode exercer o poder hierárquico sobre uma entidade autárquica, pois não há relação de subordinação entre elas, mas, tão somente, um vínculo administrativo.

c)

O poder hierárquico é aquele que confere à Administração Pública a capacidade de ordenar, coordenar, controlar e corrigir as atividades administrativas no âmbito interno da Administração.

d)

É por meio do poder hierárquico que a Administração Pública ordena funções administrativas, escalonando-as entre seus órgãos e agentes públicos. Essa relação de subordinação implica o dever de obediência às ordens superiores, ainda que ilegais.

e)

Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.

10 -

No que tange aos bens públicos, assinale a alternativa correta.

a)

Os bens públicos móveis não podem ser desapropriados.

b)

Terras devolutas são bens dominicais sujeitos à prescrição aquisitiva, à exceção daquelas que se encontrem em faixa de fronteira

c)

Pode ser autorizado o uso privado de um bem público, de forma discricionária, a um particular não pertencente à Administração Pública.

d)

A alienação de um bem público de uso especial não depende de prévia desafetação.

e)

As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios pertencem à União, e são bens públicos de uso comum do povo.

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