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Informações da Prova Questões por Disciplina Downloads Secretaria de Estado da Administração - Amapá - Auditor da Receita Estadual - FGV - Fundação Getúlio Vargas - 2010 - 1.º Dia

Corrupção, ética e transformação social

Em toda História do Brasil, talvez nunca tenhamos visto um momento em que notícias de corrupção tenham sido tão banais nos meios de comunicação, e tão discutidas por grande parte da população.Em qualquer lugar (mesmo que seja um ônibus, por exemplo), sempre há alguém falando sobre a crise na saúde, a crise na educação e, inclusive, a crise ética na política brasileira.

Contudo, é preciso notar também que, muitas vezes, enquanto cidadãos, nós mesmos raramente decidimos fazer alguma coisa pela transformação da realidade – isso, quando fazemos algo.Certo comodismo nos toma de assalto e reveste toda a nossa fala de uma moral vazia, estéril, que se reduz à crítica que não busca alterar a realidade. Afinal de contas, em época de eleições, como a que estamos prestes a vivenciar, nós notamos nas propagandas políticas dos partidos a presença dos mesmos políticos e das mesmas propostas políticas, as mesmas já prometidas nas eleições anteriores, e que jamais foram executadas. Logicamente há as exceções de certos governantes que fazem por onde efetivar suas promessas, mas esses, infelizmente, continuam sendo uma minoria em todo o Brasil.

Numa outra perspectiva, é interessante perceber também quão contraditória consiste ser a distância entre o que nós criticamos em nossos políticos e as ações que nós reproduzimos em nosso cotidiano. De uma forma ou de outra, reproduzimos a corrupção que nós percebemos na administração pública nacional quando empregamos o chamado jeitinho brasileiro, em que o peso de um sobrenome ou o peso da influência do status social passa a ser um dos elementos determinantes para a obtenção de certos fins. É nesse sentido que podemos apontar aqui um grave problema social brasileiro, uma das principais bases para se buscar o fim da corrupção política no Brasil: a existência de uma ética baseada em uma falta de ética. Como poderemos superar essa incongruência?

Com certeza, a Educação pode ser a saída ideal. Mas tem de ser uma Educação voltada para desenvolver nas crianças, nos jovens e até mesmo nos universitários – independentemente de frequentarem instituições públicas ou privadas – uma preocupação para com o bem público, isto é, para com a sociedade. Uma Educação que os leve a superar uma concepção de mundo utilitarista, segundo a qual toda sociedade humana não passa de um somatório de indivíduos e seus interesses pessoais, que tão bem se acomoda ao jeitinho brasileiro, será o primeiro passo para se desenvolver uma sociedade mais justa, uma sociedade em que a preocupação com o público, com o coletivo, será a forma ideal para buscar a felicidade individual, que tanto preocupa certos conservadores.

Para tanto, sabemos que é preciso não uma “educação política”, mas sim uma educação politizada. Uma educação que reconheça que a solução para a corrupção centra-se em conceber a política não apenas como um instrumento para se alcançar um determinado fim, consolidando-se, portanto, numa mera razão instrumental. Uma educação na qual a própria política, a partir do momento em que buscar ser de fato um meio para se alcançar o bem de todos – como ao que se propõe o nosso modelo democrático –, vai estruturar uma ética que localizará no comodismo e no jeitinho brasileiro as raízes de nosso analfabetismo político, substituindo-os por outras formas de ação social ao longo da construção de uma cultura cívica diferente.

(adaptado de MOREIRA, Moisés S. In www.mundojovem.com.br:)

1 -

De acordo com o texto, é incorreto afirmar que:

a)

A concepção de democracia no Brasil inclui,contraditoriamente, a razão instrumental como filosofia.

b)

O fato de fazermos uso do jeitinho como instrumento é uma das evidências de nosso analfabetismo político.

c)

O conceito de Educação politizada implica a negação do modelo de civismo em voga na sociedade atual.

d)

A ideia de justiça social deve ter como corolário a noção de que a felicidade de um é a felicidade de todos.

e)

A equivalência entre bem público e sociedade é um dos pontos de partida para o sucesso da educação pública.

2 -

Com relação à estruturação do texto e dos parágrafos, analise as afirmativas a seguir:

I. O primeiro parágrafo introduz o tema, situando historicamente a origem da corrupção no Brasil.

II. O terceiro parágrafo opõe a capacidade de criticar o outro à incapacidade de observar a própria forma de agir.

III. Do quinto parágrafo deduz-se que uma educação politizada ensina que os fins não justificam os meios.

Assinale:

a)

se somente a afirmativa I estiver correta.

b)

se somente a afirmativa II estiver correta.

c)

se somente a afirmativa III estiver correta.

d)

se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

e)

se todas as afirmativas estiverem corretas.

3 -

Com relação aos processos de formação de palavras, analise as afirmativas a seguir:

I. Na palavra jeitinho, o sufixo -inho significa “diminuição”.

II. Denomina-se composição o processo de formação da palavra utilitarista.

III. A palavra analfabetismo forma-se por derivação prefixal e sufixal, a partir do radical alfabet-.

Assinale:

a)

se somente a afirmativa I estiver correta.

b)

se somente a afirmativa II estiver correta.

c)

se somente a afirmativa III estiver correta.

d)

se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

e)

se todas as afirmativas estiverem corretas.

4 -

O emprego correto da vírgula verifica-se apenas em:

a)

A educação, saída ideal para diversos problemas sociais,requer empenho coletivo, e a sociedade deve oferecê-lo.

b)

A administração do dinheiro público que é bem de todos,precisa ser controlada, e regulada por leis adequadas.

c)

Embora sejam instrumentos democráticos as leis não garantem a ética na gestão pública, fato incontroverso no Brasil.

d)

É claro, que se fôssemos levar a lei ao pé da letra, muitos sofreriam sanções diariamente.

e)

O tempo não para, as transformações sociais são urgentes mas há quem não perceba, que isso é evidente.

5 -

De acordo com a norma gramatical, o item em que se substituiu corretamente o complemento verbal sublinhado por um pronome é:

a)

buscar A FELICIDADE INDIVIDUAL/buscar-la.

b)

preocupa CERTOS CONSERVADORES/preocupa-lhes.

c)

localizará AS RAÍZES DO NOSSO ANALFABETISMO POLÍTICO/localizará elas.

d)

sabemos QUE É PRECISO UMA EDUCAÇÃO POLITIZADA/sabemo-lo.

e)

tenhas visto UM MOMENTO/tenhamos-no visto.

6 -

A conjunção Contudo (L.7) conecta:

a)

a oração subordinada aditiva à oração principal:SEMPRE HÁ ALGUÉM FALANDO .

b)

os parágrafos um e dois, introduzindo valor de consequência entre os fatos.

c)

os parágrafos um e dois, apresentando uma conclusão acerca do que se disse.

d)

a oração subordinada subjetiva à principal:É PRECISO NOTAR.

e)

os parágrafos um e dois, informando contraste entre as ideias expostas.

7 -

De acordo com a norma padrão, o pronome relativo está corretamente empregado na seguinte alternativa:

a)

Esses são alguns autores sem cujas ideias ele jamais teria escrito o artigo.

b)

As características que um povo se identifica devem ser preservadas.

c)

Esse é o projeto cuja a meta principal é a reflexão sobre civismo no Brasil.

d)

Eis os melhores poemas nacionalistas os quais se tem conhecimento.

e)

Aqueles são os escritores cujos foram lançados os romances traduzidos.

8 -

Na frase “as ações que nós reproduzimos em nosso cotidiano”, a regência do verbo em destaque é a mesma de:

a)

Alguns ATRIBUEM valor positivo ao famoso jeitinho.

b)

Essa crítica, sem dúvida, CABE a todos os brasileiros.

c)

PREFIRO oposição inteligente a adesões inseguras.

d)

Sem dúvida, a noção de civismo ESTÁ na pauta de debates.

e)

O comodismo CONTAMINA o indivíduo cansado de lutar em vão.

9 -

Ao substituir a expressão sublinhada no fragmento “se reduz à crítica que não busca alterar a realidade“, assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase deve ser empregado:

a)

se reduz a mesma crítica.

b)

se reduz a certa crítica.

c)

se reduz a qualquer crítica.

d)

se reduz a alguma crítica.

e)

se reduz a toda crítica.

10 -

“Como poderemos superar essa incongruência?”

 Assinale a alternativa que não tem significação semelhante à do termo sublinhado:

a)

Inconveniência.

b)

Incompatibilidade.

c)

Indolência.

d)

Impropriedade.

e)

Inadequação.

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