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Informações da Prova Questões por Disciplina Tribunal de Contas do Estado - TCE - São Paulo - Auxiliar da Fiscalização Financeira II - FCC - Fundação Carlos Chagas - 2010 - Prova Objetiva

Interpretação de Textos

Washington Novaes

Por mais que se queira deixar de lado o tema, não se consegue. O agravamento quase diário dos "eventos climáticos extremos" e o impasse na área das negociações internacionais exigem que se volte à questão.

Vive-se um momento crítico, às vésperas de mais uma reunião preparatória da próxima assembleia da Convenção do Clima, programada para dezembro, no México. Cientistas de 27 países, que durante 15 meses se revezaram em expedições ao Ártico, informam que as previsões pessimistas para degelo até 2100 podem acontecer entre 2013 e 2030. A Organização Meteorológica Mundial avalia que os furacões, até o fim do século, serão menos frequentes, porém mais intensos. E o Sul- Sudeste e o Centro-Oeste brasileiros continuam às voltas com inundações, deslizamentos e mortes.

Mesmo com tudo isso, não se consegue avançar nas negociações. As comunicações feitas até o fim de janeiro à Convenção pelos países sobre suas metas (não compromissos) de redução de emissões deixam claro que não se chegará à redução global mínima para impedir que a temperatura planetária suba mais do que 2 graus, o que terá consequências muito graves. O embaixador chinês na Convenção, Yu Qingtai, já de- clarou que não será possível superar, este ano, as divergências entre os países industrializados, a China e os demais membros do bloco de emergentes (Índia, Brasil, África do Sul), juntando-se à opinião do secretário-geral da Convenção, Yvo de Bôer, que, para complicar ainda mais as coisas, anunciou que em julho renunciará ao cargo e que não vê possibilidade de acordo antes de dois anos.

Talvez a chave possa estar nas mãos do Brasil. Em 1997, quando se negociou o Protocolo de Kyoto, o Brasil apre- sentou proposta de que a contribuição de cada país para a redução de emissões deveria tomar por base suas emissões históricas e as emissões atuais. Considerados os dois números, verifica-se a que porcentagem dos gases poluentes acumulados na atmosfera (onde permanecem séculos) essas cifras corres- pondem. Em seguida calcula-se em quanto as emissões totais de um país respondem pelo aumento da temperatura planetária. Esse número deverá ser transformado na porcentagem das emissões globais que caberá a cada país reduzir.

Essa proposta brasileira foi aprovada, em princípio, com a recomendação de ser submetida a estudos mais aprofun- dados. Mas nada aconteceu desde então. Pode ser, porém, o único caminho justo que leve todos os países a um acordo, porque cada um responderá pelo que fez e faz, proporcional- mente ao todo. E se poderá escapar ao poço sem fundo da discussão entre países industrializados e os demais.

(Washington Novaes. O Estado de S. Paulo, A2 Espaço Aberto, 5 de março de 2010, com adaptações)

1 -

Fica evidente no texto que o autor

a)

censura a posição de pessimismo demonstrada por pessoas de prestígio na Convenção do Clima, o que dificulta a existência de qualquer acordo entre os participantes.

b)

considera importantes a preocupação com os sinais de descontrole no clima e o estabelecimento de um consenso entre os países para a redução de poluentes na atmosfera.

c)

aceita o fato de que continuem as emissões que podem provocar um aumento exagerado da temperatura global, por não haver possibilidade de acordo entre os países.

d)

deposita plena confiança na presença brasileira na Convenção do Clima, no sentido de ser o país líder na redução das emissões de poluentes na atmosfera.

e)

salienta a importância do consenso obtido junto aos países participantes da Convenção do Clima, necessário ao controle dos fenômenos climáticos extremos.

2 -

A Organização Meteorológica Mundial avalia que os furacões, até o fim do século, serão menos frequentes, porém mais intensos. (2.º parágrafo)

A afirmativa transcrita acima

a)

demonstra a preocupação geral diante da demora no acordo entre países, previsto para a próxima assembleia, programada para dezembro, no México.

b)

desconsidera, em parte, as previsões pessimistas dos cientistas para a aceleração das condições favoráveis ao degelo até 2100.

c)

condiz com o que consta no 1o parágrafo, a respeito do agravamento (...) dos "eventos climáticos extremos".

d)

contradiz a observação de que o momento é bastante crítico, às vésperas de mais uma reunião preparatória da próxima assembleia da Convenção do Clima.

e)

contrapõe-se à observação inicial de que há impasse na área das negociações internacionais.

3 -

Talvez a chave possa estar nas mãos do Brasil. (4.º parágrafo)

A afirmativa acima refere-se claramente

a)

às discussões, ainda sem solução à vista, sobre como definir quais são os países que mais poluem a atmosfera, atualmente.

b)

às negociações já estabelecidas e as que se estabelecerão entre os países industrializados e os que se incluem no bloco de emergentes.

c)

à retomada dos termos contidos no Protocolo de Kyoto, sobre novos estudos capazes de determinar os atuais índices de poluição em cada país.

d)

à importância do Brasil, que, como país emergente, faz parte do grupo daqueles que ainda não se incluem entre os maiores poluentes.

e)

à proposta brasileira de cálculo para determinar a porcentagem de redução das emissões de poluentes de acordo com a responsabilidade de cada país.

4 -

Por mais que se queira deixar de lado o tema, não se consegue.

O tema a que se refere o autor, no início do texto, diz respeito

a)

à próxima Convenção do Clima.

b)

ao fenômeno do aquecimento global.

c)

às reuniões preparatórias da Convenção do Clima.

d)

às negociações entre países poluentes.

e)

aos fenômenos climáticos ocorridos no Brasil.

5 -

Considerando-se o 3.º parágrafo, está INCORRETO o que se afirma em:

a)

A expressão tudo isso refere-se aos eventos climáticos extremos que, apontados no 1.º parágrafo, estão retomados mais explicitamente no 2.º .

b)

Há identidade de opiniões entre o embaixador chinês e o secretário-geral da Convenção do Clima, citados no parágrafo.

c)

Fica claro no parágrafo que a tentativa de acordo entre os países está apoiada no controle das emissões para que o aumento da temperatura global não ultrapasse 2 graus.

d)

Ambos os segmentos isolados pelos parênteses têm o mesmo sentido, ou seja, a enumeração de diferentes elementos.

e)

Pressupõe-se a necessidade de acordo entre os países, para que todos se comprometam realmente a reduzir a emissão de poluentes.

Emprego dos tempos e modos verbais
6 -

Pode ser, porém, o único caminho justo que leve todos os países a um acordo... (último parágrafo)

O emprego da forma verbal grifada denota

a)

hipótese plausível.

b)

situação imprevisível.

c)

condição futura.

d)

fato concreto.

e)

situação presente.

Concordância Nominal e Verbal
7 -

A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

a)

Existe cálculos para dimensionar as responsabilidades de cada um dos países na emissão de gases que provoca a poluição ambiental.

b)

O comprometimento das condições de vida no planeta serão irremediáveis, caso não se obtenha bons resultados no controle de poluentes.

c)

O cálculo da responsabilidade pelo agravamento dos fenômenos climáticos estão trazendo dificuldades para a obtenção de acordo entre os países.

d)

Os prejuízos decorrentes de um alto índice de poluição, trazidos pela ocorrência de fenômenos climáticos extremos, afetam todo o planeta.

e)

Seria importante acordos para que cada país tomas- se as medidas que julgasse cabível nas atuais circunstâncias inerentes à vida moderna.

Pontuação
8 -

O período corretamente pontuado é:

a)

A intenção, que vem desde a Cúpula do Desenvolvimento Sustentável em Johannesburgo, é a de chegar-se a um acordo que parece inalcançável com as divergências entre países.

b)

A intenção que vem desde a Cúpula do Desenvolvimento Sustentável, em Johannesburgo é a de chegar-se, a um acordo que parece inalcançável com as divergências entre países.

c)

A intenção que, vem desde a Cúpula do Desenvolvimento Sustentável em Johannesburgo é a de chegar-se, a um acordo que parece inalcançável com as divergências, entre países.

d)

A intenção, que vem, desde a Cúpula do Desenvolvimento Sustentável em Johannesburgo, é a de chegar-se a um acordo que parece inalcançável com as divergências, entre países.

e)

A intenção que vem desde a Cúpula do Desenvolvimento Sustentável, em Johannesburgo é a de chegar-se a um acordo, que parece, inalcançável com as divergências entre países.

Coesão e Coerência
9 -

O acordo entre países industrializados e países emer- gentes parece inalcançável.

A Convenção do Clima exige consenso entre os países para qualquer decisão.

É preciso superar o impasse sobre a emissão de poluentes.

As frases acima estão articuladas em um único período com clareza, correção e lógica em:

a)

É preciso superar o impasse sobre a emissão de poluentes, porém, como a Convenção do Clima exige consenso entre os países para qualquer decisão, o acordo entre os industrializados e os emergentes parece inalcançável.

b)

A Convenção do Clima exige consenso entre os países para qualquer decisão, onde é preciso superar o impasse sobre a emissão de poluentes, que o acordo entre os industrializados e os emergentes parece inalcançável.

c)

O acordo entre países industrializados e países emergentes está parecendo inalcançável, por conta que a Convenção do Clima exige consenso entre os países para qualquer decisão, de que é preciso superar o impasse sobre a emissão de poluentes.

d)

Sendo preciso superar o impasse sobre a emissão de poluentes, o acordo entre países industrializados e países emergentes vem parecendo inalcançável, com a Convenção do Clima que exige consenso entre os quais para qualquer decisão.

e)

Como o acordo entre os industrializados e países emergentes parece inalcançável, a Convenção do Clima exige consenso entre os países para qualquer decisão, conquanto seja preciso superar o impasse sobre a emissão de poluentes.

Interpretação de Textos

Benedito Sverberi

O crescimento econômico não traz automaticamente o avanço no bem-estar de uma sociedade. O desenvolvimento de fato só ocorre quando há melhoria também em fatores de qua lidade de vida, tais como educação, saúde e segurança. Indica dores econômicos isolados, portanto, não são suficientes para aferir o estágio de avanço social. Pois foi com o intuito de avaliar de maneira mais precisa o grau de desenvolvimento dos estados brasileiros que um grupo da FGV Projetos, unidade de negócios da Fundação Getúlio Vargas, acaba de elaborar o Indicador de Desenvolvimento Socioeconômico (IDSE). Trata- se de um índice feito a partir de 36 variáveis sociais e econômicas, capaz de cotejar com apuro o nível de bem-estar nas 27 uni dades da Federação.

O retrato exibido pelo estudo é alentador: praticamente todos os estados conseguiram progredir nos últimos anos, beneficiando-se da retomada do crescimento e do aprimo ramento das políticas sociais. Mas os indicadores mostram que os avanços ainda são tímidos em algumas regiões. Pela metodologia usada agora pela FGV, o Estado mais avançado do país é São Paulo, que levou nota máxima (IDSE igual a 100). Na verdade, essa nota indica apenas que, numa escala de zero a 100, São Paulo está no topo, e os números servem de referência para analisar os demais estados.

Há duas maneiras de olhar para o trabalho dos pesquisadores. A primeira delas se resume a observar a fotografia – ou seja, examinando o quadro atual, que coloca São Paulo no topo, seguido pelo Distrito Federal. A segunda ma neira de analisar o trabalho da FGV é "assistindo ao filme" – isto é, examinando a evolução ocorrida em sete anos. Por esse critério, fica evidente que alguns estados conseguiram resulta dos mais expressivos que os demais.

O destaque, aqui, cabe ao Tocantins. Em 2001, era um dos estados menos desenvolvidos do país. Agora, ainda que siga como um dos mais atrasados, conseguiu se distanciar um pouco dos retardatários. O avanço foi impulsionado pelo agronegócio, que tem na região uma de suas últimas fronteiras de expansão. Investimentos em infraestrutura e em projetos sociais ajudaram a reduzir seu atraso.

Outro Estado que conseguiu bons resultados foi a Bahia. Seu interior se beneficiou do agronegócio, especialmente das culturas de soja e de algodão. Mas a economia baiana é mais diversificada e contou com os motores de seu polo industrial de Camaçari e da indústria petrolífera. O Estado, porém, ainda está longe da visão idílica que cantam seus inúmeros poetas. Em outros estados, houve redução da pobreza devido aos progra mas sociais, como o Bolsa Família.

(Benedito Sverberi. Veja, 8 de abril de 2009, pp. 68-70, com adaptações)

10 -

A afirmativa correta, considerando-se o assunto do texto, é:

a)

O atraso econômico de alguns estados brasileiros impede que se desenvolvam com eficácia as políticas públicas capazes de reduzir as diferenças ainda existentes na qualidade de vida da população.

b)

A descoberta e a exploração de petróleo em alguns estados impulsionaram toda a economia brasileira e, em consequência, as condições de vida da população em cada um dos estados.

c)

Os estudos que se voltavam para a análise das condições gerais de vida em todo o país não conseguiam mostrar, com objetividade e exatidão, quaisquer avanços que ocorriam nos estados da Federação.

d)

O aumento no número de indicadores das condições de vida da população brasileira pode trazer dificuldades à sua correta interpretação, devido às enormes diferenças regionais.

e)

Estudo recente assinala avanços nas condições econômicas e sociais em quase todo o país, impulsionados, principalmente, pela retomada do crescimento e pelas políticas públicas de redução da pobreza.

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